Lomadee

sábado, 18 de dezembro de 2010

UMA RECEITA DA GASTRONOMIA TRADICIONAL DE PENICHE

CALDEIRADA DE PEIXE
Para 8 pessoas:
Tacho de Caldeirada
Caldeirada
4 kg de peixes vários: tamboril, safio, pata-roxa, cação, raia, ruivo, cherne, robalo, corvina, etc.; 4 cebolas grandes; 1kg de batatas; 4 tomates maduros; 1,5 pimento; 2 dl. de azeite; sal e pimenta; 2 malaguetas picantes.
Cortam-se as cebolas às rodelas finas e colocam-se num fundo de um tacho. Dispõem-se por cima as batatas igualmente cortadas às rodelas, finas tiras de pimento, e tomate em pedaços. Tempera-se com azeite e pimenta. Tapa-se o tacho, leva-se ao fogo agitando o tacho de quando em quando.
Entretanto preparam-se os peixes, cortando os maiores em pedaços e aproveitando os fígados do tamboril e do cação. Quando as batatas estiverem quase cozidas colocam-se os peixes em camadas. Tempera-se com sal e colocam-se as malaguetas em pequenos pedaços deixando-se os peixes a cozinhar.
Serve-se a caldeirada no tacho em que se cozinhou sem nunca ter sido mexida, simplesmente agitada.

GASTRONOMIA DE PENICHE


Pela proximidade do mar, as gentes de Peniche desde sempre se dedicaram à pesca, pelo que não é de estranhar que a sua gastronomia seja predominantemente dominada pelos pratos de peixe e marisco.

Nos numerosos restaurantes existentes na cidade e nas principais estâncias balneares, podem-se encontrar as mais diversas especialidades gastronómicas da região, de onde sobressaem a "Caldeirada de Peniche" e a Sardinha assada. Igualmente deliciosa é a doçaria local de que os Pastéis de Peniche, os Amigos de Peniche, e uns biscoitos de amêndoa chamados "esses" são as principais especialidades.

A Avenida do Mar e o Largo da Ribeira são os dois locais da cidade onde se pode encontrar uma maior variedade de restaurantes e especialidades. No entanto, os restaurantes encontram-se espalhados por todo o concelho, fazendo da gastronomia um dos pontos altos e mais atractivos desta região.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

NAS ONDAS DE PENICHE

Em 2009, o Rip Curl Pro Search Peniche foi eleito o melhor evento mundial de surf. Durante duas semanas, milhares de curiosos assistiram a um espetáculo épico que entrou para a história do surf nacional e mundial.
Este ano, entre os dias 7 e 18 de outubro, os areais de Peniche acolheram pelo segundo ano consecutivo uma etapa do World Tour, depois do enorme sucesso do ano passado, em que Supertubos mostrou todo o seu esplendor com ondas de três metros e tubos profundos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A PRAÇA FORTE DE PENICHE

A Praça-forte de Peniche localiza-se na cidade de mesmo nome, no Distrito de Leiria, em Portugal.
Acredita-se que origem do topónimo Peniche possa derivar de Phenix, nome de uma antiga cidade na ilha de Creta, cuja configuração geográfica era semelhante à da primitiva ilha de Peniche. Vizinha ao cabo Carvoeiro, atualmente encontra-se a treze metros acima do nível do mar, ocupando uma península de 2.750 metros de comprimento, no sentido Oeste-Leste.

Forte Peniche 04.JPG

sábado, 27 de novembro de 2010

UM POUCO DE HISTÓRIA

“Amigos de Peniche”
Recriação histórica explica significado da expressão


A Fortaleza de Peniche foi palco de uma recriação histórica realizada por estudantes, que na encenação desmistificaram a expressão “Amigos de Peniche”.



“Amigos de Peniche” é uma expressão utilizada para se fazer referência a parceiros desleais e a indivíduos que não nos merecem confiança, tendo-se enraizado na língua portuguesa sem que a maior parte dos que a    pronunciam se interroguem sobre a origem e a razão de ser de tal anátema arremessado sem qualquer piedade sobre Peniche e os penichenses.
“Nada mais injusto, nada menos verdadeiro”, sustenta a Câmara de Peniche, que, com a colaboração de estudantes locais, organizou uma encenação histórica que conta como surgiu a expressão.
A expressão “Amigos de Peniche” com o significado que se lhe atribui é, afinal, “uma partida da História e deve ferir sim aqueles que vieram de fora com o objectivo de libertar Portugal da ocupação espanhola e logo se foram, quase sem combater, de regresso à Inglaterra de Isabel I afugentados pelos canhões do Castelo de S. Jorge”, explica a autarquia.

E descreve: “Os “amigos” que em 1589 desembarcaram em Peniche para levar D. António, Prior do Crato, ao trono onde se sentara Filipe de Espanha, trouxeram esperanças aos patriotas portugueses quando chegaram e deixaram repressão, amargura e desilusões quando fugiram pouco depois “com o rabo entre as pernas”, como também se diz em Portugal. Não eram nem “amigos” e muito menos de Peniche – onde receberam, aliás, todo o apoio patriótico para poderem cumprir os seus objectivos”.
Foi em 26 de Maio de 1589 que desembarcaram na baía da Consolação, em Peniche, 6500 soldados ingleses comandados pelo duque de Essex. Faziam parte de uma poderosa expedição militar de 140 navios e 27.600 homens comandados pelo almirante John Norris que vinha ajudar D. António, Prior do Crato, a apear o seu primo Filipe II de Espanha do trono de Portugal e restaurar a soberania portuguesa.
D. António conseguira de Isabel I de Inglaterra esta imponente armada, de uma envergadura então apenas comparável à “Invencível Armada” espanhola devastada pelos ingleses dois anos antes na Mancha.
Além da famosa “velha aliança” havia interesses comuns na base desta expedição: D. António queria o trono de Portugal; Isabel I desejava impedir os esforços espanhóis de reconstituição do poderio naval de modo a tirar da cabeça de Filipe II a ideia de invadir Inglaterra.
Tudo começou bem: a Fortaleza de Peniche caiu em poder dos homens de Essex desembarcados na Consolação. Aliás, a guarnição portuguesa, submetida a comando espanhol, não deu muito que fazer aos forasteiros.
Enquanto as tropas que desembarcaram rumavam por terra a Lisboa, o resto da frota, sob o comando do célebre Francis Drake, seguiu para Cascais. Os objectivos da invasão eram os seguintes: cercar Lisboa por terra e por mar e ainda ocupar os Açores de modo a cortar a “rota da prata” espanhola.
Os habitantes de Atouguia da Baleia, Lourinhã, Torres Vedras e Loures sentiram logo na pele que aqueles “amigos” eram especiais porque estavam mais interessados em saquear do que em concentrar-se no ataque final a Lisboa.
Às portas da capital as forças terrestres colocaram-se primeiro no Monte Olivete mas mudaram a seguir para o Bairro Alto e logo para a Esperança quando Gabriel Niño fez uso dos canhões do Castelo de S. Jorge. A artilharia prometida por Isabel I a D. António não viajara na expedição, assim se limitando a capacidade de resposta. Francis Drake esperava em Cascais a entrada terrestre em Lisboa para cercar a cidade no Tejo; os homens de John Norris, porém, pouco faziam para atacar a bem fortificada e melhor defendida capital, onde os espanhóis tinham reforçado a guarnição e a repressão. As prisões estavam cheias, as execuções de resistentes sucediam-se.
Dentro das muralhas, entretanto, os patriotas prontos a combater e que sabiam do desembarque inglês interrogavam-se: “Que se passa com os nossos amigos que desembarcaram em Peniche? Quando chegam os nossos amigos de Peniche?”.
Esses “amigos” manifestavam pouca vocação para agir combatendo os espanhóis. É certo que D. António, para conseguir tão forte exército, também recorrera ao argumento de que as populações portuguesas se sublevariam ao seu lado contra os espanhóis, de tal modo que talvez nem fosse necessário combater…
Mas a ocupação assentava numa repressão feroz, reforçada nesses dias. O levantamento popular não aconteceu.
Menos de um mês depois do desembarque, em vez de atacar Lisboa, a expedição inglesa regressou à base. Mal combatera mas sofrera danos importantes sem alcançar qualquer dos objectivos. Filipe II (I de Portugal) ficou no trono, a reconstrução do poderio naval espanhol não foi afectada, a “rota da prata” não sofreu qualquer perturbação, os Açores não foram ocupados.
Isabel I castigou Francis Drake com seis anos de afastamento da corte e dos mares. D. António, Prior do Crato, morreu em 1595, na miséria, no seu exílio de Paris.
Esta a verdadeira história dos “amigos de Peniche”, que afinal não eram “amigos” – antes mercenários que queriam ganhar sem combater. E, principalmente, não eram de Peniche, nem portugueses. Porque estes desejavam acima de tudo o fim do domínio espanhol. E de tal modo teimaram nesse objectivo que em 1640 recuperaram a soberania.
De modo a tornar mais conhecida a verdadeira história, a Câmara Municipal apoiou a montagem de uma peça de teatro na qual se dramatizaram factos reais e se identificaram os autênticos “amigos de Peniche”.
A encenação realizou-se na noite de 27 de Maio, no âmbito do Festival Sabores do Mar, no lugar mais adequado e onde começou bem um episódio histórico que acabou mal – a Fortaleza de Peniche.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

PRAIA DO BALEAL



Baleal é uma pequena ilha situada ao norte de Peniche, na rica região do Oeste de Portugal, separada do continente por um tômbolo, formando uma praia de fina areia branca. Na continuidade da enseada existem igualmente a ilhota das Pombas e o ilhéu de Fora.
O Baleal herdou esta denominação da função que estes rochedos desempenharam no passado de local de baleação. Esta pequena ilha era o local de corte e talhe das baleias que na sua rota migratória dos mares do Norte eram alvo da cobiça dos pescadores da vila da Atouguia da Baleia.
Inserida na região de Peniche, o Baleal tornou-se um importante local de veraneio com um potencial para desportos náuticos quase inigualável em toda a Europa. Devido ao seu formato tipo península, o Baleal e Peniche oferecem condições únicas na Europa para a prática do surfe e body-board, existindo no local escolas para ensino de todos os desportos náuticos.
Capela do Baleal

Foi precisamente na Praia do Baleal que surgiu em 1993 a primeira escola de surf e "surf camp" de Peniche. A Escola de Surf do Baleal - Baleal Surf Camp foi assim a pioneira dessa actividade na região.

IMAGINE-SE...

Imagine-se-se um estirador onde, pelo meio da tralha, se encontram edições da “Kayak Session”. Ou uma mala de projectos cheia de plantas mas com alguns DVD’s de expedições de águas bravas a entremear. Ou ainda um carro com umas barras superiores e uma pagaia no banco de trás. Aviso: está na presença de um apaixonado pela canoagem! NUNO BORGES (Necas) é assim mesmo. Engenheiro civil de profissão, canoísta por paixão. Natural da Caparica, 27 anos, é o actual campeão nacional de kayaksurf – título conquistado em Peniche. Pertence ao pioneiro grupo de canoístas que desbravou quase todos os rios de águas bravas do nosso país. Como se não bastasse a experiência nacional, o Nuno também se aventurou a pagaiar em águas de Marrocos, Tunísia, Brasil, Espanha, França, Eslovénia e Nepal (Expedição Kayak no Nepal Rio Tamur 2003) perfazendo mais de 100 os rios que já desceu. É fundador e actual proprietário da Raft'A'Ka - empresa de Desporto Aventura - ao serviço da qual organiza a conhecida expedição "Marrocos - Kayatlas", que já decorreu em 96, 97,98 e 2000. Com extenso currículo na área da canoagem (Curso de Monitor de Águas Bravas pela Federação Espanhola, entre outros), Nuno Borges aplicou todos os seus conhecimentos em mais uma variante dos kayaks - o kayaksurf - e sagrou-se Campeão Nacional da modalidade em Setembro de 2003 na praia do Baleal em Peniche. É sobre essa aventura, mais uma, que temos algumas questões a colocar ao Necas…


O primeiro lugar na prova de Peniche deixou-me muito surpreendido. Apesar da presença de tão bons e reconhecidos canoístas ainda tive que superar uma prova líquida muito dura. A festa de Sábado à noite. Como se não bastassem os colegas da modalidade, um grupo de amigos de curso, decidiu vir passar o fim de semana a ver o campeonato. O domingo foi uma prova dura mas com um grande prémio.


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

PENICHE - PORTUGAL

TURISMO

Turismo

O concelho de Peniche é uma zona de grandes belezas naturais e de um recorte paisagístico invejável, com um vasto património histórico, cultural e religioso.
Desde as magnificas praias existentes ao longo de todo a costa, ideias para a prática de desportos náuticos, ao imponente património cultural, onde se destacam as fortificações e monumentos religiosos, Peniche apresenta uma diversidade de recursos turísticos onde se inclui uma gastronomia rica e variada dominada pelos pratos de peixe e marisco e um artesanato diversificado onde se destacam as famosas Rendas de Bilros.
O concelho de Peniche oferece diversas formas de alojamento, desde unidades de turismo no espaço rural, a hospedarias, parques de campismo e modernos hotéis.
Peniche é um concelho vivo e de futuro . Por isso mesmo, as festas e a animação constituem uma fonte importante de entretenimento e de tradição no concelho. As festas religiosas, com especial destaque para a Festa da Nossa Senhora da boa Viagem , ajudam os Penichenses a lembrar e a sentir a terra onde vivem e a manter uma tradição de grande beleza e significado.
O Dia da Rendilheira , inserido na Semana da Rendilheira , é um momento muito importante de homenagem à nobre arte de rendilhar e às suas artificies e as feiras mensais também são do agrado da população do concelho e arredores.
Em termos de desporto, o verão também é palco de muita animação, com a realização de vários torneios de futebol e voleibol de praia, a já famosa Corrida das Fogueiras , diversos campeonatos de desportos náuticos como o surf, bodyboard, kayaksurf, percursos pedestres e de BTT.

CIDADE DE PENICHE

CIDADE DE PENICHE
Cidade costeira Portuguesa, sede de concelho, situada na região centro oeste do País, numa península com cerca de 10 km de perímetro, constituindo o seu extremo ocidental o Cabo Carvoeiro. Na Idade Média foi um porto de mar bastante activo; devido ao assoreamento da costa, perdeu essa posição para a vizinha Peniche, a actual sede do concelho. É sede de um município com o mesmo nome que tem 77,41 km² de área e subdividido em 6 freguesias: Ajuda, Conceição e São Pedro(freguesias em que se divide a cidade) e Ferrel, Atouguia da Baleia e Serra d'El Rei, na zona mais rural. O município é limitado a leste pelo município de Óbidos, a sul pela Lourinhã e limitado a Oeste e a Norte pelo ceano Atlântico.
Saiba mais sobre a história da cidade.
Turismo
O concelho de Peniche é uma zona de grandes belezas naturais e de um recorte paisagístico invejável, com um vasto património histórico, cultural e religioso. Desde as magnificas praias existentes ao longo de todo a costa, ideias para a prática de desportos náuticos, ao imponente património cultural, onde se destacam as fortificações e monumentos religiosos, Peniche apresenta uma diversidade de recursos turísticos onde se inclui uma gastronomia rica e variada dominada pelos pratos de peixe e marisco e um artesanato diversificado onde se destacam as famosas Rendas de Bilros. Saiba um pouco mais sobre o turismo de Peniche.
Património
Em Peniche pode visitar-se a Fortaleza de Peniche, Fonte do Rosário, Gruta da Furninha, Igreja de S. Pedro, Igreja da Misericórdia, Capela de Nossa Senhora dos Remédios, Forte de S. João Baptista, Touril de Atouguia da Baleia, Igreja de S. Leonardo, Ilha da Berlenga, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Forte de Nossa Senhora da Consolação. Saiba mais sobre o Património da cidade.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

FORTALEZA DE PENICHE

FORTALEZA DE PENICHE
Fortaleza - Guarita
Fortaleza - Guarita
Mandada edificar por D. João III em 1557 e concluída em 1645 por D. João IV, que a considerou a principal chave do Reino pela parte do mar, destaca-se na Fortaleza de Peniche, para além da típica traça em estrela, o Baluarte Redondo - primeira fortificação construída na península de Peniche - a Torre de Vigia, e a capela de Santa Bárbara.

Este imóvel viu o seu espaço utilizado de forma diversa de acordo com as necessidades e as vicissitudes históricas de cada época. Praça militar de vital importância estratégica até 1897, abrigo de refugiados Boers provenientes da África do Sul no início do séc. XX, residência de prisioneiros alemães e austríacos durante a Primeira Guerra Mundial, prisão política do Estado Novo entre 1934 e 1974, alojamento provisório de famílias portuguesas chegadas das antigas colónias ultramarinas em 1974, e a partir de 1984 albergue do Museu Municipal, a Fortaleza de Peniche assume especial relevância enquanto importante documento de uma diacronia histórica de índole local e nacional.
FONTE DO ROSÁRIO
Fonte do Rosário
Fonte do Rosário
Território tradicionalmente deficitário em água potável, a península de Peniche ostenta ainda hoje uma paisagem marcada pela ampla diversidade de fontes e poços, destacando-se destas a Fonte do Rosário.

A Fonte do Rosário é uma imponente fonte de mergulho, na qual para maior comodidade de uso, foi construída uma rampa de acesso e um pequeno pátio interior que permitia a inversão do sentido de marcha das carroças e animais que transportavam a preciosa água para a Vila.

Provavelmente construída no séc. XVI ou XVII, para atender às necessidades da terra, foi restaurada no séc. XVIII, de acordo com a data de 1717 gravada na pedra central do arco de entrada.
(ENCERRADO AO PÚBLICO)


 
GRUTA DA FURNINHA
A Gruta da Furninha, localizada na costa Sul da península de Peniche, corresponde a uma cavidade natural ocupada durante o período pré-histórico, tratando-se da mais importante estação pré-histórica do concelho.

Hoje localizada junto ao mar, esta gruta foi ocupada entre o Paleolítico Médio e o final do Calcolítico, tendo sido escavada em 1880 pelo estudioso Nery Delgado.

Utilizada como abrigo e necrópole, esta estação pré-histórica forneceu um vasto espólio arqueológico, no qual se destacam: vestígios osteológicos de vários hominídeos, nomeadamente do Homo Sapiens (Homem de Neandertal) e de Homo Sapiens Sapiens (Homem actual); vestígios de fauna do período quaternário (peixes e mamíferos); utensílios líticos (bifaces, pontas de seta, machados de pedra polida...); utensílios em osso; e várias peças de cerâmica neolítica (os célebres vasos de suspensão da Gruta da Furninha).

Este numeroso espólio encontra-se disseminado por vários museus entre eles o Museu Municipal de Peniche.


IGREJA DE S. PEDRO
Igreja de S. Pedro
Igreja de S. Pedro
A Igreja de S. Pedro localiza-se no coração do centro histórico de Peniche, constituindo o maior templo do concelho.

Esta igreja, datada do final do séc. XVI, apresenta-se dividida em três grandes naves. Nas naves laterais pontificam vários altares consagrados a divindades como Nossa Senhora da Boa Viagem, o Senhor do Bonfim, ou S. Pedro de Alcântara. Já na nave central destaca-se a magnificência barroca da capela-mor consagrada a S. Pedro, decorada com talha dourada e ostentando belíssimas colunas dorsas, para além de várias pinturas setecentistas representando cenas da vida do santo padroeiro.

Trata-se, sem dúvida, da mais imponente igreja do concelho.
IGREJA DA MISERICÓRDIA
A Igreja da Misericórdia, data do início do séc. XVII, sendo pertença da Santa Casa da Misericórdia de Peniche.
Esta igreja, anexa ao antigo hospital da referida instituição, ostenta no seu interior uma rara beleza decorativa, visível nos painéis azulejares seiscentistas, nas pinturas a óleo, algumas de grande dimensão, que decoram as paredes com cenas alusivas a acontecimentos evangélicos, e no tecto decorado com caixotões, ilustrando cenas da Vida e Paixão de Cristo.

SANTUÁRIO DA NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS
Santuário Nª Srª dos Remédios
Santuário Nª Srª dos Remédios
A Capela de Nossa Senhora dos Remédios localizada junto à costa no extremo ocidental da península de Peniche, constitui a base de um Santuário consagrado ao culto mariano. Desconhece-se a data de construção desta igreja supondo-se todavia que esta terá sido edificada provavelmente no séc. XVI.

Segundo a lenda a imagem de Nossa Senhora terá sido encontrada no séc. XII escondida numa pequena caverna, situada no local onde hoje se ergue a capela, tendo-se iniciado, a partir dessa data, o culto da chamada Senhora dos Remédios.

A importância deste culto traduzido em peregrinações anuais, os círios, terá motivado a criação de um santuário no séc. XVII, composto pela referida igreja e por uma praça fronteira orlada de casas nas quais residiam o ermitão e os mordomos, se abrigavam os romeiros, e se implantavam as cavalariças.

No que toca a este templo de salientar a capela-mor onde se venera a imagem de Nossa Senhora, os painéis de azulejos setecentistas evocando episódios da Paixão de Cristo, e a chamada capelinha do Senhor Morto, onde se venera uma imagem de Cristo, apelidada de Senhor dos Remédios.

FORTE DE S. JOÃO BAPTISTA
Forte S. João Baptista
Forte S. João Baptista
O Forte de S. João Baptista, localiza-se na Ilha da Berlenga, tendo sido mandado edificar em 1651, por ordem de D. João IV, e concluído 1656.

Construído com a finalidade de impedir a ocupação desta ilha por corsários norte-africanos ou por potências inimigas, viveu em Junho de 1666 o episódio bélico mais célebre da sua história.

Nessa data, o Forte de S. João Baptista foi sitiado por uma esquadra espanhola, composta por catorze naus e uma caravela, comandada por D. Diogo Ibarra. Defendida, à altura, por uma pequena guarnição, inferior a vinte homens, e contando com apenas nove peças de artilharia, esta fortificação liderada pelo cabo Avelar Pessoa, conseguiu resistir durante dois dias ao feroz bombardeamento inimigo, bem como provocar importantes baixas nas forças sitiantes, traduzidas num elevado número de mortos, uma nau afundada e duas outras fortemente danificadas, contra um morto e quatro feridos lusos. O esgotamento dos mantimentos e das munições, e a deserção de um dos soldados, que expôs a D. Diogo Ibarra a dramática situação da guarnição portuguesa, motivaram por fim a capitulação do Forte de S. João Baptista.

TOURIL ATOUGUIA DA BALEIA
Touril
Touril
Datável possivelmente do séc. XVIII, o Touril, tal como o nome indica, parece corresponder a uma estrutura utilizada, como palco de lides tauromáquicas, porventura pela ociosa família real e nobreza, frequentemente hospedada no vizinho Paço da Serra de El-Rei.
Desta estrutura, localizada no largo fronteiro à igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, ainda se observam vários esteios de pedra, cravados no chão, delimitando a "arena", apresentando os tradicionais três orifícios.

O Touril de Atouguia da Baleia corresponde a um dos raros e, simultaneamente, mais antigos exemplares do género existentes em Portugal.

IGREJA DE S. LEONARDO - ATOUGUIA DA BALEIA
Igreja de S. Leonardo
Igreja de S. Leonardo
A Igreja de S. Leonardo localizada na antiga vila de Atouguia da Baleia constitui o mais antigo templo cristão do concelho, datando do séc. XII.
Esta igreja de estilo gótico, consagrada a S. Leonardo, terá sido edificada, segundo a tradição, utilizando ossos de uma baleia que teria dado à costa.
Na sua frontaria apresenta um belíssimo portal em ogiva rematado por capiteis onde figuram representações estilizadas de seres mitológicos. Salienta-se ainda a rosácea, a torre sineira, rematada no coruchéu por duas pirâmides de arestas acogulhadas, e, na parte posterior, uma abside coroada por um renque de merlões.
O interior da igreja é dividido em três naves, por uma imponente arcaria ogival. Na capela-mor pontificam os retábulos e as pinturas quinhentistas, para além do túmulo de D. Álvaro Gonçalves de Ataíde, 1º Conde de Atouguia. De referir ainda o soberbo frontal de altar constituído por um baixo-relevo em calcário branco representando a Natividade.


IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - ATOUGUIA DA BALEIA
Igreja de Nª Srª da Conceição
Igreja de Nª Srª da Conceição
A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, datada dos finais séc. XVII, é um templo de estilo barroco, atribuível ao arquitecto João Antunes, construído com as esmolas da população e de algumas figuras da nobreza portuguesa seiscentista, como a rainha D. Maria Sofia Isabel de Neuburgo, segunda mulher de D. Pedro II.
No interior, de uma só nave abobadada, destaca-se a capela-mor revestida a mármore, de diversas tonalidades (desde a colunata torsa do retábulo até aos medalhões das paredes laterais e do tecto), o altar de talha dourada, onde se abriga a imagem da padroeira, peça seiscentista, e as pias de água benta, de mármore da Arrábida, esculpidas em forma de concha.

FORTE DA CONSOLAÇÃO
Forte da Consolação
Forte da Consolação
O Forte de Nossa Senhora da Consolação, mandado edificar em 1641 por D. João IV, e concluído em 1645, segundo lápide existente acima do portão principal, insere-se numa ampla política de defesa e fortificação da linha costeira da região de Peniche, com forte implemento após a Restauração.
Este reduto edificado sobre o cerro de Nossa Senhora da Consolação, implantando-se sobranceiramente sobre a baía a Sul do istmo de Peniche, tinha na sua potente artilharia, cujo alcance cruzava com o da Fortaleza de Peniche, importante obstáculo a qualquer desembarque hostil nas praias da dita baía, local onde já anteriormente haviam desembarcado em 1589 as tropas inglesas lideradas por D. António, Prior do Crato.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

PENICHE - PORTUGAL

PENICHE - PORTUGAL


FORTALEZA DE PENICHE
Fortaleza - Guarita
Fortaleza - Guarita


Mandada edificar por D. João III em 1557 e concluída em 1645 por D. João IV, que a considerou a principal chave do Reino pela parte do mar, destaca-se na Fortaleza de Peniche, para além da típica traça em estrela, o Baluarte Redondo - primeira fortificação construída na península de Peniche - a Torre de Vigia, e a capela de Santa Bárbara.


Este imóvel viu o seu espaço utilizado de forma diversa de acordo com as necessidades e as vicissitudes históricas de cada época. Praça militar de vital importância estratégica até 1897, abrigo de refugiados Boers provenientes da África do Sul no início do séc. XX, residência de prisioneiros alemães e austríacos durante a Primeira Guerra Mundial, prisão política do Estado Novo entre 1934 e 1974, alojamento provisório de famílias portuguesas chegadas das antigas colónias ultramarinas em 1974, e a partir de 1984 albergue do Museu Municipal, a Fortaleza de Peniche assume especial relevância enquanto importante documento de uma diacronia histórica de índole local e nacional.
FONTE DO ROSÁRIO
Fonte do Rosário
Fonte do Rosário


Território tradicionalmente deficitário em água potável, a península de Peniche ostenta ainda hoje uma paisagem marcada pela ampla diversidade de fontes e poços, destacando-se destas a Fonte do Rosário.


A Fonte do Rosário é uma imponente fonte de mergulho, na qual para maior comodidade de uso, foi construída uma rampa de acesso e um pequeno pátio interior que permitia a inversão do sentido de marcha das carroças e animais que transportavam a preciosa água para a Vila.


Provavelmente construída no séc. XVI ou XVII, para atender às necessidades da terra, foi restaurada no séc. XVIII, de acordo com a data de 1717 gravada na pedra central do arco de entrada.
(ENCERRADO AO PÚBLICO)



GRUTA DA FURNINHA
A Gruta da Furninha, localizada na costa Sul da península de Peniche, corresponde a uma cavidade natural ocupada durante o período pré-histórico, tratando-se da mais importante estação pré-histórica do concelho.


Hoje localizada junto ao mar, esta gruta foi ocupada entre o Paleolítico Médio e o final do Calcolítico, tendo sido escavada em 1880 pelo estudioso Nery Delgado.


Utilizada como abrigo e necrópole, esta estação pré-histórica forneceu um vasto espólio arqueológico, no qual se destacam: vestígios osteológicos de vários hominídeos, nomeadamente do Homo Sapiens (Homem de Neandertal) e de Homo Sapiens Sapiens (Homem actual); vestígios de fauna do período quaternário (peixes e mamíferos); utensílios líticos (bifaces, pontas de seta, machados de pedra polida...); utensílios em osso; e várias peças de cerâmica neolítica (os célebres vasos de suspensão da Gruta da Furninha).


Este numeroso espólio encontra-se disseminado por vários museus entre eles o Museu Municipal de Peniche.


IGREJA DE S. PEDRO
Igreja de S. Pedro
Igreja de S. Pedro
A Igreja de S. Pedro localiza-se no coração do centro histórico de Peniche, constituindo o maior templo do concelho.


Esta igreja, datada do final do séc. XVI, apresenta-se dividida em três grandes naves. Nas naves laterais pontificam vários altares consagrados a divindades como Nossa Senhora da Boa Viagem, o Senhor do Bonfim, ou S. Pedro de Alcântara. Já na nave central destaca-se a magnificência barroca da capela-mor consagrada a S. Pedro, decorada com talha dourada e ostentando belíssimas colunas dorsas, para além de várias pinturas setecentistas representando cenas da vida do santo padroeiro.


Trata-se, sem dúvida, da mais imponente igreja do concelho.
IGREJA DA MISERICÓRDIA
A Igreja da Misericórdia, data do início do séc. XVII, sendo pertença da Santa Casa da Misericórdia de Peniche.
Esta igreja, anexa ao antigo hospital da referida instituição, ostenta no seu interior uma rara beleza decorativa, visível nos painéis azulejares seiscentistas, nas pinturas a óleo, algumas de grande dimensão, que decoram as paredes com cenas alusivas a acontecimentos evangélicos, e no tecto decorado com caixotões, ilustrando cenas da Vida e Paixão de Cristo.

SANTUÁRIO DA NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS
Santuário Nª Srª dos Remédios
Santuário Nª Srª dos Remédios
A Capela de Nossa Senhora dos Remédios localizada junto à costa no extremo ocidental da península de Peniche, constitui a base de um Santuário consagrado ao culto mariano. Desconhece-se a data de construção desta igreja supondo-se todavia que esta terá sido edificada provavelmente no séc. XVI.


Segundo a lenda a imagem de Nossa Senhora terá sido encontrada no séc. XII escondida numa pequena caverna, situada no local onde hoje se ergue a capela, tendo-se iniciado, a partir dessa data, o culto da chamada Senhora dos Remédios.


A importância deste culto traduzido em peregrinações anuais, os círios, terá motivado a criação de um santuário no séc. XVII, composto pela referida igreja e por uma praça fronteira orlada de casas nas quais residiam o ermitão e os mordomos, se abrigavam os romeiros, e se implantavam as cavalariças.


No que toca a este templo de salientar a capela-mor onde se venera a imagem de Nossa Senhora, os painéis de azulejos setecentistas evocando episódios da Paixão de Cristo, e a chamada capelinha do Senhor Morto, onde se venera uma imagem de Cristo, apelidada de Senhor dos Remédios.

FORTE DE S. JOÃO BAPTISTA
Forte S. João Baptista
Forte S. João Baptista
O Forte de S. João Baptista, localiza-se na Ilha da Berlenga, tendo sido mandado edificar em 1651, por ordem de D. João IV, e concluído 1656.


Construído com a finalidade de impedir a ocupação desta ilha por corsários norte-africanos ou por potências inimigas, viveu em Junho de 1666 o episódio bélico mais célebre da sua história.


Nessa data, o Forte de S. João Baptista foi sitiado por uma esquadra espanhola, composta por catorze naus e uma caravela, comandada por D. Diogo Ibarra. Defendida, à altura, por uma pequena guarnição, inferior a vinte homens, e contando com apenas nove peças de artilharia, esta fortificação liderada pelo cabo Avelar Pessoa, conseguiu resistir durante dois dias ao feroz bombardeamento inimigo, bem como provocar importantes baixas nas forças sitiantes, traduzidas num elevado número de mortos, uma nau afundada e duas outras fortemente danificadas, contra um morto e quatro feridos lusos. O esgotamento dos mantimentos e das munições, e a deserção de um dos soldados, que expôs a D. Diogo Ibarra a dramática situação da guarnição portuguesa, motivaram por fim a capitulação do Forte de S. João Baptista.

TOURIL ATOUGUIA DA BALEIA
Touril
Touril
Datável possivelmente do séc. XVIII, o Touril, tal como o nome indica, parece corresponder a uma estrutura utilizada, como palco de lides tauromáquicas, porventura pela ociosa família real e nobreza, frequentemente hospedada no vizinho Paço da Serra de El-Rei.
Desta estrutura, localizada no largo fronteiro à igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, ainda se observam vários esteios de pedra, cravados no chão, delimitando a "arena", apresentando os tradicionais três orifícios.


O Touril de Atouguia da Baleia corresponde a um dos raros e, simultaneamente, mais antigos exemplares do género existentes em Portugal.

IGREJA DE S. LEONARDO - ATOUGUIA DA BALEIA
Igreja de S. Leonardo
Igreja de S. Leonardo
A Igreja de S. Leonardo localizada na antiga vila de Atouguia da Baleia constitui o mais antigo templo cristão do concelho, datando do séc. XII.
Esta igreja de estilo gótico, consagrada a S. Leonardo, terá sido edificada, segundo a tradição, utilizando ossos de uma baleia que teria dado à costa.
Na sua frontaria apresenta um belíssimo portal em ogiva rematado por capiteis onde figuram representações estilizadas de seres mitológicos. Salienta-se ainda a rosácea, a torre sineira, rematada no coruchéu por duas pirâmides de arestas acogulhadas, e, na parte posterior, uma abside coroada por um renque de merlões.
O interior da igreja é dividido em três naves, por uma imponente arcaria ogival. Na capela-mor pontificam os retábulos e as pinturas quinhentistas, para além do túmulo de D. Álvaro Gonçalves de Ataíde, 1º Conde de Atouguia. De referir ainda o soberbo frontal de altar constituído por um baixo-relevo em calcário branco representando a Natividade.


IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - ATOUGUIA DA BALEIA
Igreja de Nª Srª da Conceição
Igreja de Nª Srª da Conceição
A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, datada dos finais séc. XVII, é um templo de estilo barroco, atribuível ao arquitecto João Antunes, construído com as esmolas da população e de algumas figuras da nobreza portuguesa seiscentista, como a rainha D. Maria Sofia Isabel de Neuburgo, segunda mulher de D. Pedro II.
No interior, de uma só nave abobadada, destaca-se a capela-mor revestida a mármore, de diversas tonalidades (desde a colunata torsa do retábulo até aos medalhões das paredes laterais e do tecto), o altar de talha dourada, onde se abriga a imagem da padroeira, peça seiscentista, e as pias de água benta, de mármore da Arrábida, esculpidas em forma de concha.

FORTE DA CONSOLAÇÃO
Forte da Consolação
Forte da Consolação
O Forte de Nossa Senhora da Consolação, mandado edificar em 1641 por D. João IV, e concluído em 1645, segundo lápide existente acima do portão principal, insere-se numa ampla política de defesa e fortificação da linha costeira da região de Peniche, com forte implemento após a Restauração.
Este reduto edificado sobre o cerro de Nossa Senhora da Consolação, implantando-se sobranceiramente sobre a baía a Sul do istmo de Peniche, tinha na sua potente artilharia, cujo alcance cruzava com o da Fortaleza de Peniche, importante obstáculo a qualquer desembarque hostil nas praias da dita baía, local onde já anteriormente haviam desembarcado em 1589 as tropas inglesas lideradas por D. António, Prior do Crato.