Lomadee

sábado, 27 de novembro de 2010

UM POUCO DE HISTÓRIA

“Amigos de Peniche”
Recriação histórica explica significado da expressão


A Fortaleza de Peniche foi palco de uma recriação histórica realizada por estudantes, que na encenação desmistificaram a expressão “Amigos de Peniche”.



“Amigos de Peniche” é uma expressão utilizada para se fazer referência a parceiros desleais e a indivíduos que não nos merecem confiança, tendo-se enraizado na língua portuguesa sem que a maior parte dos que a    pronunciam se interroguem sobre a origem e a razão de ser de tal anátema arremessado sem qualquer piedade sobre Peniche e os penichenses.
“Nada mais injusto, nada menos verdadeiro”, sustenta a Câmara de Peniche, que, com a colaboração de estudantes locais, organizou uma encenação histórica que conta como surgiu a expressão.
A expressão “Amigos de Peniche” com o significado que se lhe atribui é, afinal, “uma partida da História e deve ferir sim aqueles que vieram de fora com o objectivo de libertar Portugal da ocupação espanhola e logo se foram, quase sem combater, de regresso à Inglaterra de Isabel I afugentados pelos canhões do Castelo de S. Jorge”, explica a autarquia.

E descreve: “Os “amigos” que em 1589 desembarcaram em Peniche para levar D. António, Prior do Crato, ao trono onde se sentara Filipe de Espanha, trouxeram esperanças aos patriotas portugueses quando chegaram e deixaram repressão, amargura e desilusões quando fugiram pouco depois “com o rabo entre as pernas”, como também se diz em Portugal. Não eram nem “amigos” e muito menos de Peniche – onde receberam, aliás, todo o apoio patriótico para poderem cumprir os seus objectivos”.
Foi em 26 de Maio de 1589 que desembarcaram na baía da Consolação, em Peniche, 6500 soldados ingleses comandados pelo duque de Essex. Faziam parte de uma poderosa expedição militar de 140 navios e 27.600 homens comandados pelo almirante John Norris que vinha ajudar D. António, Prior do Crato, a apear o seu primo Filipe II de Espanha do trono de Portugal e restaurar a soberania portuguesa.
D. António conseguira de Isabel I de Inglaterra esta imponente armada, de uma envergadura então apenas comparável à “Invencível Armada” espanhola devastada pelos ingleses dois anos antes na Mancha.
Além da famosa “velha aliança” havia interesses comuns na base desta expedição: D. António queria o trono de Portugal; Isabel I desejava impedir os esforços espanhóis de reconstituição do poderio naval de modo a tirar da cabeça de Filipe II a ideia de invadir Inglaterra.
Tudo começou bem: a Fortaleza de Peniche caiu em poder dos homens de Essex desembarcados na Consolação. Aliás, a guarnição portuguesa, submetida a comando espanhol, não deu muito que fazer aos forasteiros.
Enquanto as tropas que desembarcaram rumavam por terra a Lisboa, o resto da frota, sob o comando do célebre Francis Drake, seguiu para Cascais. Os objectivos da invasão eram os seguintes: cercar Lisboa por terra e por mar e ainda ocupar os Açores de modo a cortar a “rota da prata” espanhola.
Os habitantes de Atouguia da Baleia, Lourinhã, Torres Vedras e Loures sentiram logo na pele que aqueles “amigos” eram especiais porque estavam mais interessados em saquear do que em concentrar-se no ataque final a Lisboa.
Às portas da capital as forças terrestres colocaram-se primeiro no Monte Olivete mas mudaram a seguir para o Bairro Alto e logo para a Esperança quando Gabriel Niño fez uso dos canhões do Castelo de S. Jorge. A artilharia prometida por Isabel I a D. António não viajara na expedição, assim se limitando a capacidade de resposta. Francis Drake esperava em Cascais a entrada terrestre em Lisboa para cercar a cidade no Tejo; os homens de John Norris, porém, pouco faziam para atacar a bem fortificada e melhor defendida capital, onde os espanhóis tinham reforçado a guarnição e a repressão. As prisões estavam cheias, as execuções de resistentes sucediam-se.
Dentro das muralhas, entretanto, os patriotas prontos a combater e que sabiam do desembarque inglês interrogavam-se: “Que se passa com os nossos amigos que desembarcaram em Peniche? Quando chegam os nossos amigos de Peniche?”.
Esses “amigos” manifestavam pouca vocação para agir combatendo os espanhóis. É certo que D. António, para conseguir tão forte exército, também recorrera ao argumento de que as populações portuguesas se sublevariam ao seu lado contra os espanhóis, de tal modo que talvez nem fosse necessário combater…
Mas a ocupação assentava numa repressão feroz, reforçada nesses dias. O levantamento popular não aconteceu.
Menos de um mês depois do desembarque, em vez de atacar Lisboa, a expedição inglesa regressou à base. Mal combatera mas sofrera danos importantes sem alcançar qualquer dos objectivos. Filipe II (I de Portugal) ficou no trono, a reconstrução do poderio naval espanhol não foi afectada, a “rota da prata” não sofreu qualquer perturbação, os Açores não foram ocupados.
Isabel I castigou Francis Drake com seis anos de afastamento da corte e dos mares. D. António, Prior do Crato, morreu em 1595, na miséria, no seu exílio de Paris.
Esta a verdadeira história dos “amigos de Peniche”, que afinal não eram “amigos” – antes mercenários que queriam ganhar sem combater. E, principalmente, não eram de Peniche, nem portugueses. Porque estes desejavam acima de tudo o fim do domínio espanhol. E de tal modo teimaram nesse objectivo que em 1640 recuperaram a soberania.
De modo a tornar mais conhecida a verdadeira história, a Câmara Municipal apoiou a montagem de uma peça de teatro na qual se dramatizaram factos reais e se identificaram os autênticos “amigos de Peniche”.
A encenação realizou-se na noite de 27 de Maio, no âmbito do Festival Sabores do Mar, no lugar mais adequado e onde começou bem um episódio histórico que acabou mal – a Fortaleza de Peniche.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

PRAIA DO BALEAL



Baleal é uma pequena ilha situada ao norte de Peniche, na rica região do Oeste de Portugal, separada do continente por um tômbolo, formando uma praia de fina areia branca. Na continuidade da enseada existem igualmente a ilhota das Pombas e o ilhéu de Fora.
O Baleal herdou esta denominação da função que estes rochedos desempenharam no passado de local de baleação. Esta pequena ilha era o local de corte e talhe das baleias que na sua rota migratória dos mares do Norte eram alvo da cobiça dos pescadores da vila da Atouguia da Baleia.
Inserida na região de Peniche, o Baleal tornou-se um importante local de veraneio com um potencial para desportos náuticos quase inigualável em toda a Europa. Devido ao seu formato tipo península, o Baleal e Peniche oferecem condições únicas na Europa para a prática do surfe e body-board, existindo no local escolas para ensino de todos os desportos náuticos.
Capela do Baleal

Foi precisamente na Praia do Baleal que surgiu em 1993 a primeira escola de surf e "surf camp" de Peniche. A Escola de Surf do Baleal - Baleal Surf Camp foi assim a pioneira dessa actividade na região.

IMAGINE-SE...

Imagine-se-se um estirador onde, pelo meio da tralha, se encontram edições da “Kayak Session”. Ou uma mala de projectos cheia de plantas mas com alguns DVD’s de expedições de águas bravas a entremear. Ou ainda um carro com umas barras superiores e uma pagaia no banco de trás. Aviso: está na presença de um apaixonado pela canoagem! NUNO BORGES (Necas) é assim mesmo. Engenheiro civil de profissão, canoísta por paixão. Natural da Caparica, 27 anos, é o actual campeão nacional de kayaksurf – título conquistado em Peniche. Pertence ao pioneiro grupo de canoístas que desbravou quase todos os rios de águas bravas do nosso país. Como se não bastasse a experiência nacional, o Nuno também se aventurou a pagaiar em águas de Marrocos, Tunísia, Brasil, Espanha, França, Eslovénia e Nepal (Expedição Kayak no Nepal Rio Tamur 2003) perfazendo mais de 100 os rios que já desceu. É fundador e actual proprietário da Raft'A'Ka - empresa de Desporto Aventura - ao serviço da qual organiza a conhecida expedição "Marrocos - Kayatlas", que já decorreu em 96, 97,98 e 2000. Com extenso currículo na área da canoagem (Curso de Monitor de Águas Bravas pela Federação Espanhola, entre outros), Nuno Borges aplicou todos os seus conhecimentos em mais uma variante dos kayaks - o kayaksurf - e sagrou-se Campeão Nacional da modalidade em Setembro de 2003 na praia do Baleal em Peniche. É sobre essa aventura, mais uma, que temos algumas questões a colocar ao Necas…


O primeiro lugar na prova de Peniche deixou-me muito surpreendido. Apesar da presença de tão bons e reconhecidos canoístas ainda tive que superar uma prova líquida muito dura. A festa de Sábado à noite. Como se não bastassem os colegas da modalidade, um grupo de amigos de curso, decidiu vir passar o fim de semana a ver o campeonato. O domingo foi uma prova dura mas com um grande prémio.


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

PENICHE - PORTUGAL

TURISMO

Turismo

O concelho de Peniche é uma zona de grandes belezas naturais e de um recorte paisagístico invejável, com um vasto património histórico, cultural e religioso.
Desde as magnificas praias existentes ao longo de todo a costa, ideias para a prática de desportos náuticos, ao imponente património cultural, onde se destacam as fortificações e monumentos religiosos, Peniche apresenta uma diversidade de recursos turísticos onde se inclui uma gastronomia rica e variada dominada pelos pratos de peixe e marisco e um artesanato diversificado onde se destacam as famosas Rendas de Bilros.
O concelho de Peniche oferece diversas formas de alojamento, desde unidades de turismo no espaço rural, a hospedarias, parques de campismo e modernos hotéis.
Peniche é um concelho vivo e de futuro . Por isso mesmo, as festas e a animação constituem uma fonte importante de entretenimento e de tradição no concelho. As festas religiosas, com especial destaque para a Festa da Nossa Senhora da boa Viagem , ajudam os Penichenses a lembrar e a sentir a terra onde vivem e a manter uma tradição de grande beleza e significado.
O Dia da Rendilheira , inserido na Semana da Rendilheira , é um momento muito importante de homenagem à nobre arte de rendilhar e às suas artificies e as feiras mensais também são do agrado da população do concelho e arredores.
Em termos de desporto, o verão também é palco de muita animação, com a realização de vários torneios de futebol e voleibol de praia, a já famosa Corrida das Fogueiras , diversos campeonatos de desportos náuticos como o surf, bodyboard, kayaksurf, percursos pedestres e de BTT.

CIDADE DE PENICHE

CIDADE DE PENICHE
Cidade costeira Portuguesa, sede de concelho, situada na região centro oeste do País, numa península com cerca de 10 km de perímetro, constituindo o seu extremo ocidental o Cabo Carvoeiro. Na Idade Média foi um porto de mar bastante activo; devido ao assoreamento da costa, perdeu essa posição para a vizinha Peniche, a actual sede do concelho. É sede de um município com o mesmo nome que tem 77,41 km² de área e subdividido em 6 freguesias: Ajuda, Conceição e São Pedro(freguesias em que se divide a cidade) e Ferrel, Atouguia da Baleia e Serra d'El Rei, na zona mais rural. O município é limitado a leste pelo município de Óbidos, a sul pela Lourinhã e limitado a Oeste e a Norte pelo ceano Atlântico.
Saiba mais sobre a história da cidade.
Turismo
O concelho de Peniche é uma zona de grandes belezas naturais e de um recorte paisagístico invejável, com um vasto património histórico, cultural e religioso. Desde as magnificas praias existentes ao longo de todo a costa, ideias para a prática de desportos náuticos, ao imponente património cultural, onde se destacam as fortificações e monumentos religiosos, Peniche apresenta uma diversidade de recursos turísticos onde se inclui uma gastronomia rica e variada dominada pelos pratos de peixe e marisco e um artesanato diversificado onde se destacam as famosas Rendas de Bilros. Saiba um pouco mais sobre o turismo de Peniche.
Património
Em Peniche pode visitar-se a Fortaleza de Peniche, Fonte do Rosário, Gruta da Furninha, Igreja de S. Pedro, Igreja da Misericórdia, Capela de Nossa Senhora dos Remédios, Forte de S. João Baptista, Touril de Atouguia da Baleia, Igreja de S. Leonardo, Ilha da Berlenga, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Forte de Nossa Senhora da Consolação. Saiba mais sobre o Património da cidade.